{"id":1,"date":"2017-06-08T20:42:17","date_gmt":"2017-06-08T20:42:17","guid":{"rendered":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/?p=1"},"modified":"2017-07-06T15:14:26","modified_gmt":"2017-07-06T15:14:26","slug":"stf-exclui-o-icms-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/stf-exclui-o-icms-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins\/","title":{"rendered":"STF exclui o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->Em uma decis\u00e3o que permite que milhares de contribuintes ganhem processos contra a Uni\u00e3o. O\u00a0Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta ultima quarta-feira (15\/03) que o ICMS, por n\u00e3o compor faturamento ou receita bruta das empresas, deve ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O resultado, por 6 votos a 4, representou uma vit\u00f3ria dos contribuintes. O julgamento do recurso extraordin\u00e1rio com repercuss\u00e3o geral, iniciado no dia 9, foi retomado para que os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello proferissem seus votos. Confira abaixo:<\/p>\n<p>O decano acompanhou o voto da relatora, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, para quem o valor recebido como ICMS repassado ao consumidor n\u00e3o pode ser considerado faturamento e, por isso, o PIS e a Cofins devem incidir apenas sobre o valor efetivamente faturado pela empresa com a venda de seus produtos e mercadorias.<\/p>\n<p>\u201c<em>Se a lei pudesse chamar de faturamento o que faturamento n\u00e3o \u00e9, e a toda evid\u00eancia empresas n\u00e3o faturam ICMS, cairia por terra o r\u00edgido esquema de prote\u00e7\u00e3o ao contribuinte tra\u00e7ado pela Constitui\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, disse o ministro Celso. Ele lembrou que as duas contribui\u00e7\u00f5es s\u00f3 podem incidir sobre o faturamento, que \u00e9 o somat\u00f3rio dos valores das opera\u00e7\u00f5es realizadas pela empresa.<\/p>\n<p>O recurso foi provido, por maioria, nos termos do voto da relatora e presidente do tribunal. Ficaram vencidos os ministros Luiz Edson Fachin, Lu\u00eds Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A tese aprovada para fins de repercuss\u00e3o geral foi a seguinte: \u201c<em>O ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para incid\u00eancia do PIS e da Cofins<\/em>\u201d. Foi mantido o entendimento do Plen\u00e1rio em 2014, quando o Supremo julgou um recurso sobre o mesmo tema, mas sem repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n<p>A Cofins financia a Seguridade Social. J\u00e1 o PIS serve para financiar o pagamento do abono salarial e seguro-desemprego. N\u00e3o havia pedido formal no processo de modula\u00e7\u00e3o de efeitos da decis\u00e3o. Na sess\u00e3o do dia 9, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional sustentou que os efeitos da decis\u00e3o fossem modulados para 2018. Na ocasi\u00e3o, o ministro Marco Aur\u00e9lio chamou a ideia de \u201cextravagante\u201d. \u201cUm pedido de modula\u00e7\u00e3o de forma prospectiva\u201d, avaliou o vice-decano. Na sess\u00e3o desta quarta, ao encerrar o julgamento, a ministra C\u00e1rmen explicou que n\u00e3o se vota a modula\u00e7\u00e3o quando inexiste o pleito, mas que os ministros poder\u00e3o se pronunciar caso seja feita essa peti\u00e7\u00e3o posteriormente.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/martinseoliveira.adv.br\/artigos\/id-454664\/stj_define_base_de_calculo_de_icms_na_transferencia_interestadual_de_mercadoria_entre_estabelecimentos_do_mesmo_contribuinte\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">STJ define base de c\u00e1lculo de ICMS na transfer\u00eancia interestadual de mercadoria entre estabelecimentos do mesmo contribuinte<\/a><\/p>\n<p>Para a Fazenda Nacional, o valor do ICMS deve ser considerado faturamento porque resulta em \u201cacr\u00e9scimo patrimonial\u201d para as empresas que repassam a cifra para os consumidores. <strong><em>Com a derrota, segundo a PGFN, a Uni\u00e3o deixar\u00e1 de arrecadar R$ 250 bilh\u00f5es<\/em><\/strong>. O primeiro a acompanhar a tese da Fazenda foi o ministro Fachin. Ele seguiu o voto proferido pelo ministro Gilmar no julgamento de 2014, segundo o qual o recebimento de valores de ICMS repassado tem influ\u00eancia no patrim\u00f4nio das empresas e, por isso, devem ser usados para calcular o valor do PIS e da Cofins.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do advogado <strong>Felipe Alves Ribeiro de Souza<\/strong>, outros questionamentos surgir\u00e3o a partir do entendimento firmado pelo Supremo, como a exclus\u00e3o do ISSQN da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o\u00a0social para financiamento do PIS e da COFINS. Ele \u00e9 coordenador do n\u00facleo tribut\u00e1rio administrativo do escrit\u00f3rio Nelson Wilians e Advogados Associados, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/materiais.martinseoliveira.adv.br\/cadastro-meo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8 size-full\" src=\"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lpd.png\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"130\" srcset=\"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lpd.png 960w, http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lpd-300x41.png 300w, http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/lpd-768x104.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 <strong>Bruno Henrique Coutinho de Aguiar<\/strong>, s\u00f3cio do Rayes &amp; Fagundes Advogados Associados, lembra que ainda n\u00e3o est\u00e1\u00a0pacificada a quest\u00e3o sobre qual o momento inicial da vig\u00eancia desta decis\u00e3o judicial para outros casos que ainda n\u00e3o est\u00e3o sendo discutidos judicialmente, j\u00e1 que n\u00e3o houve vota\u00e7\u00e3o sobre poss\u00edvel modula\u00e7\u00e3o dos efeitos do julgamento. \u201cAqueles contribuintes que ainda n\u00e3o ingressaram com a\u00e7\u00e3o no Poder Judici\u00e1rio para discutir a tese t\u00eam espa\u00e7o para protocolar a\u00e7\u00f5es nos tribunais para buscar reaver os valores recolhidos a maior nos \u00faltimos cinco anos.\u201d<\/p>\n<p>O tributarista\u00a0<strong>F\u00e1bio Calcini<\/strong>,\u00a0s\u00f3cio do Brasil Salom\u00e3o e Matthes Advocacia, concorda com o entendimento da maioria dos ministros, mas\u00a0lamentou a corte n\u00e3o ter modulado os efeitos da decis\u00e3o. &#8220;O Supremo j\u00e1 devia ter encerrado o debate hoje e n\u00e3o deixar a discuss\u00e3o \u00e0 merc\u00ea de um futuro embargos de declara\u00e7\u00e3o, deixando os contribuintes, de um certo modo, em uma inseguran\u00e7a jur\u00eddica.&#8221;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Ricardo Rezende<\/strong>, professor do IDP em S\u00e3o Paulo,\u00a0a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS \u00e9 uma pauta tribut\u00e1ria &#8220;important\u00edssima&#8221; e ter\u00e1 reflexos significativos na carga tribut\u00e1ria das empresas e, por consequ\u00eancia, nos custos das mesmas e\u00a0na forma\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos produtos. &#8220;As primeiras estimativas preveem um impacto de R$ 250 bilh\u00f5es para o Tesouro, de acordo com a LDO. Parte desse valor ir\u00e1 impactar nos custos das empresas e na sua competitividade, al\u00e9m de permitir a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dependendo do ramo e da cadeia.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/martinseoliveira.adv.br\/artigos\/id-454671\/reducao_da_fatura_de_energia_pode_ser_de_ate_10_._decisao_do_stj___icms_sobre_energia_eletrica__ate_10__se_referem_a_tributos_ilegalmente_cobrados_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Redu\u00e7\u00e3o da fatura de energia pode ser de at\u00e9 10%.\u00a0Decis\u00e3o do STJ &#8211; ICMS sobre Energia El\u00e9trica: At\u00e9 10% se referem a tributos ilegalmente cobrados!<\/a><\/p>\n<p>Para o\u00a0tributarista <strong>Saul Tourinho Leal<\/strong>, advogado do\u00a0Pinheiro Neto Advogados, trata-se de um\u00a0precedente hist\u00f3rico. Isso por ser a mais relevante conquista dos contribuintes desde 1993, quando a Suprema Corte reconheceu o princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria como uma cl\u00e1usula p\u00e9trea. \u201c<em>Mais de duas d\u00e9cadas depois, temos mais uma nova exorta\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o aos membros da nossa comunidade, que querem, sim, pagar os seus tributos, mas em sintonia com a Constitui\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria das lutas dos contribuintes contra a m\u00e3o pesada do estado tem seu \u00e1pice em dias como o de hoje<\/em>&#8220;, disse.<\/p>\n<p>Fonte <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultor Jur\u00eddico<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":9,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-tributario"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13,"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1\/revisions\/13"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/martinseoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}